Bruno Nogueira

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segunda-feira, outubro 09, 2006

Bruno Nogueira no Conversa da Treta - O Filme

A adaptação cinematográfica da popular peça de teatro “Conversa da Treta” começa a ser rodada na próxima segunda-feira. Nos principais papéis estão António Feio e José Pedro Gomes que regressam, agora, no grande ecrã, numa realização de José Sacramento. Na conferência de imprensa realizada esta sexta-feira ficaram-se a conhecer os pormenores.

A ideia de adaptar para o grande ecrã a peça teatral “Conversa da Treta” é, segundo o produtor do filme, Leonel Vieira, “um grande desafio, não só pelo êxito que teve em teatro como pelo próprio financiamento do projecto”. Este será um filme sem qualquer apoio financeiro público, sendo suportado por entidades privadas. Para Leonel Vieira, “infelizmente o sistema ainda tem vícios e não se pode ficar refém do sistema", por isso não vale a pena esperar por dinheiros públicos que “normalmente apoiam um outro género de projecto que não a comédia popular portuguesa”.

O filme “Conversa da Treta” pretende ser um regresso da “verdadeira comédia à portuguesa, algo que desde os anos 50 não tem existido”, segundo as palavras do produtor. A aposta neste projecto passa pelo elevado nível de “qualidade e criatividade” exigido e passa pela aposta num nicho de mercado alargado e de diferentes padrões sociais (idade, profissão, estatuto). O público de “Conversa da Treta” é heterogéneo e difícil de definir.

O filme não será uma peça de teatro gravada, mas terá uma história de fundo pondo em relevo a verdadeira “conversa da treta”. A principal ideia por detrás do projecto é voltar a mostrar, aos portugueses, o verdadeiro “tuga”. As personagens de Zézé (José Pedro Gomes) e de Tóni (António Feio) regressam do imaginário de humor, para, desta vez, terem uma aventura real.


José Pedro Gomes e António Feio

Zézé tem uma visão “apocalíptica” enquanto vê um espectáculo numa cabine de um Peep-Sow, por isso resolve entrar para a Ordem dos Caracolários Descalços. Tóni decide ir visitar o amigo que se encontra em clausura no mosteiro. O reencontro entre eles será um reavivar de memórias antigas, aventuras e situações porque passaram. O filme inova em relação a outros personagens, fica-se a conhecer a família e os amigos dos protagonistas.

Entre os sketches que irão originar as conversas da “treta” estão: “A descoberta do caminho marítimo para Espanha montado num burro”, “lutas de galo, ao estilo oriental, com galos gays”, “a festa da feijoada com fados e tudo”, “as idas ao hospital”, “o mega engarrafamento”, “os filmes e o cinema” ou “Toni no papel de Jim Morrinson”.

Para o realizador do filme, José Sacramento (“Olhó Passarinho”, 2000 e “Querida Mãe”, 2001) este “não será um guião tradicional”, em relevo estão as “conversas” entre os dois amigos, mas a história/guião está por detrás a segurar o filme. Os argumentistas, Eduardo Madeira e Filipe Homem da Fonseca, disseram que a “estrutura pouco convencional” é uma mais valia do projecto, a grande novidade é perceber o universo dos dois personagens principais. Uma inconfidência de ambos foi a revelação do primeiro projecto escrito ter sido totalmente posto de lado quando tiveram a total liberdade, por parte da produtora, para criarem algo inovador.

O filme conta no elenco com nomes importantes do humor português, casos como o de José Raposo (Bifinhos), Marco Horácio (Zé cágado), António Melo (Galhetas), Joaquim Nicolau (Agente Ramalho), Maria Rueff (mulher de Zézé), Ana Bola (Noquinhas), Bruno Nogueira (vendedor) e Manuel Marques (toureiro).


O sucesso de “Conversa da Treta” levou a que a peça de teatro já tivesse sido adaptada para televisão e para rádio (mais de 600 textos). A “conversa” vive dos seus protagonistas e da empatia que António Feio (“Sorte Nula”) e José Pedro Gomes criaram ao longo de anos de trabalho. Para António Feio, a personagem de Zézé encontra-se, nesta história, numa procura de si mesmo. Segundo o actor, “Zezé encontrou uma missão neste mundo que passa pelo espiritual e pelo religioso, o que acontece através das visões que tem frequentemente”. António Feio enaltece “ter-se mantido a estrutura original das conversas originais” e não esqueceu de referir que o filme apresenta “os famosos suponhamos”. O filme “representa o português que diz tudo o que lhe vem à cabeça e que fala do que não sabe”. António Feio concluiu criticando a televisão e a forma como tratou a série: “em relação aos horários e devido às audiências fomos muito maltratados”.

Após esgotarem o Coliseu dos Recreios com a peça de teatro, José Pedro Gomes espera que “o filme seja um sucesso”, tendo referido que “têm todas as condições para fazer uma excelente comédia”. José Pedro Gomes falou ainda do “famoso Toni Mobile”, que finalmente vai ser uma realidade.

O filme será rodado nos próximos meses na cidade de Lisboa, com estreia prevista para o dia 12 de Outubro deste ano. De referir que o produtor do filme, Leonel Vieira, se recusou a adiantar o orçamento. “Isso fica entre nós”, concluiu.
Fonte: http://www.c7nema.net/site/html/modules.php?name=News&file=article&sid=4460


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